A idéia do evento decorre da intensa vontade de estabelecer trocas científicas entre estudantes e pensadores africanos e brasileiros. O desejo de constituir um fórum acadêmico e cultural com uma periodicidade anual para promover debates acerca de temas referentes às questões africanas e da Diáspora é o ponto fundador da Semana da África. Nesta quarta edição, a Semana pretende pensar processos de independência nos países africanos, bem como propostas que, principalmente, considerem a importância do ensino da história, culturas africanas e afro-brasileiras nas escolas e universidades do Brasil e da África.
Os encontros e debates ocorridos nas edições anteriores têm levado a comunidade de Salvador a tomar essa semana para refletir mais intensamente sobre as especificidades culturais, demandas econômicas e políticas na contemporaneidade, questionando o olhar homogêneo sob o qual o continente africano é comumente visto. Na primeira Semana da África a temática estava centrada na representação da "África no imaginário social brasileiro", trazendo para o cenário dos debates as diversidades que compõem o continente africano. Já a segunda Semana debruçou-se sobre a discussão da unidade africana, enfatizando o Papel da União Africana (UA) nas questões de geopolítica na África. Na terceira edição, o tema foi África: dinâmicas sociais, políticas e culturais na contemporaneidade, como forma de trazer para as reflexões crítico-analíticas a diversidade contemporânea dos povos africanos, a fim de propiciar o não-apagamento e o não-silenciamento da sua história.
Em 2010, Semana da África será voltada para o processo das independências dos países africanos, que, fragmentados por séculos de colonialismo e escravidão, exigiram, através de suas lideranças, o fim da exploração externa. Um fato histórico de relevância associado a esse tema é a reunião realizada em Adis Abeba, capital etíope, no dia 25 de maio de 1963. Nessa ocasião trinta e dois chefes de Estado africanos proclamaram juntos, em uma única voz, as palavras de ordem, “liberdade, igualdade, justiça e dignidade”, para com os povos africanos. Muitas decisões políticas tomadas nesse encontro foram importantes para o que acontece na contemporaneidade, a exemplo da criação da Organização da Unidade Africana (OUA), atualmente União Africana (UA), a qual se tornou o principal bloco político a reivindicar a África para os africanos.
Objetivos
Geral
Promover diálogos públicos sobre as relações África-Brasil, a partir da análise do processo das independências africanas.Específicos
- Refletir sobre a importância das tradições e lideranças no processo das independências;
- Analisar questões geopolíticas nos países africanos e o papel da União africana;
- Visibilizar a participação de mulheres e crianças no processo das independências africanas;
- Avaliar as políticas de intercâmbio cultural entre Brasil e África;
- Colaborar para a formação de professores para o ensino de Culturas e Histórias Africanas e Afrobrasileiras, na perspectiva da implementação da Lei 10.639/03;
- Promover a integração entre estudantes e pesquisadores africanos e brasileiros.
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ResponderExcluirTenho interesse em participar como observadora como posso me inscrever?quem pode participar? e em que lugar extamente vai acontecer?
ResponderExcluirOlá,
ResponderExcluirSou de comunidade tradicional de Terreiro e tenho muito interêsse em participar e divulgar no interior do estado da Bahia esse evento, onde essas ações podem contribuir para uma reflexão acerca da diáspora e da realidade dos povos africanos e dos afro-brasileiros.
Certo de sua atenção, agradeço.
Olá,
ResponderExcluirA participação nas oficinas pedagógicas (20 a 22 de maio) é restrita a professoras e professores das escolas participantes.
A participação em todas as outras atividades é aberta e gratuita, e não é necessário fazer inscrição antes.
A Semana vai acontecer em diferentes espaços de Salvador, como indicado na programação (http://semanadaafrica.blogspot.com/2010/04/programacao-geral.html). Os endereços constarão da programação detalhada, que estará disponível em breve.
Aguardamos vocês lá!
Quando começarão as inscrições para ouvintes?
ResponderExcluirComo posso fazer minha inscrição?
ResponderExcluirMarli
Gente, é só ler o que Fábio Baqueiro diz acima das perguntas: - como posso fazer minha inscrição?. Pelo que entendi, apoenas as oficinas pedagógicas terão inscrições, as outras palestras e debates serão gratuitas...
ResponderExcluirPelo menos foi o que entendi!
Existe algum contato telefônico?
ResponderExcluirParabens pela continuidade do evento, pena estar muito dividido, num local so nos facilita a referencia.
ResponderExcluirMuito bom o trabalho que Doudou Rose Thione - Senegal - tem feito divulgando a cultura Africa em uma linguagem direta e popular em situacoes diversas. O que nao nos deixa ver a forca da cultura africana no nosso cotidiano.
Vi a apresentacao dele na entrega do titulo de cidadao soteropolitano ao Ministro Da Diaspora e ficamos encantados. Ver pela Tv ele puxando a bateria do Ile com uminstrumentos africano foi lindo, mas ele pessoalmente hipnotiza.
Gostaria de saber qual o dia ele vai participar da programacao.
Dare Rose
Produtora Cultural
Olá,
ResponderExcluirVai haver certificado de participação?
Sou graduada pela Escola de Teatro da UFBA e meu Trabalho de Conclusão de Curso abordou os processos de contrução colaborativa do espetáculo "Nós na Cidade" que conta entre outras coisas a História do nascimento do 1º Candomblé de Ketu na Bahia, enveredando para discussões sobre a educação etnico-racial e a Lei 10.639/03 como estou dando continuidade a minha pesquisa estou procurando participar de seminários e congressos ligados a temática.
Quem quiser saber mais sobre o Espetáculo Nós na Cidade, pode visitar o blog: http://nosnacidadeteatro.blogspot.com
Todas as visitas e sugestões são muito bem vindas.